Fazer o que?

Olá, terráqueos.
Venho aqui, depois de um longo período sabático (reza a lenda que eu sou judeu), falar de uma coisa que vem me incomodando ultimamente. Já parou pra pensar na quantidade de pessoas que você não conhece e que tentam te adicionar nas redes sociais? Pois é. Um saco!

Dia desses, estava eu atualizando meu perfil em uma dessas redes e eis que surge, bem na minha cara, uma pessoa que eu desconhecia (e se a conhecesse, ignoraria). A mensagem “Fulano de Tal enviou um pedido de amizade” me causou calafrios. Um jovem moreno, queimado de sol, sem camisa, exibindo os bracinhos trabalhados na creatina, com um penteado escroto, a calça semi aberta e fazendo pose de propaganda de cueca Zorba (vocês já quase podem ver a figura, ou preciso descrever mais?) me convida pra ser amigo sem nem sequer dizer da onde me conhece.

viado né? (imagem meramente ilustrativa)

Às favas com seu “me add”. Me add não, te oddeio criatura maléfica. Sai do meu caminho. Morre diabo!

[Bob]

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Pétalas de pau

Salve, amigos

Quanto tempo – para variar… -, não, queridos blogonautas? Como estão vocês? E as famílias? Por aqui vamos trabalhando muito…

Sem mais delongas, esbarrei com um catálogo de supostos 500 artistas visuais – pintores, fotógrafos, por aí – mais importantes da Históriarecomendado para insônia – e fui brindado com a seguinte frase:

fotografar uma flor não é muito diferente de fotografar um pau

 

É coisa nossa

Taí o Pau-Brasil que não nos deixa mentir. Mas em Portugal...

O autor da sui generis observação é o já falecido fotógrafo estadunidense Robert Mapplethorpe. Noves fora o, digamos, tato do artista, fiquei pensando…

… Que tal um buquê de paus para reatar o namoro? (O perigo é ser bem sucedido!)

… Que tal usar uma margarida ou uma rosa na hora agá? (Dá nova dimensão a pensar no sexo como um terreno espinhoso.)

… O anúncio profissional diante da família: mãe, pai, vou ser artista! Tô com umas ideias revolucionárias… Inclusive, aquele girassol da mesa de centro, com uns 15 centrímetros, um capítulo proeminente…

É, eu não penso muito, não.

Abraço

[Sicrano]

 

P.s.1: como sabem, clicando na imagenzinha, uma lembrancinha. O Pau é do Brasil, mas em Portugal o espectador queria interagir com a flor de apresentadora de outra maneira…

 

P.s.2: as referências entre pau e Pau na mesa ficam por conta de vocês – viram, não fiz nenhuma no texto, diretamente…

 

P.s.3: veja o teaser do Paudcast aqui do lado – agora, que finalmente saiu um, você não assistirá?!?!

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Turismo (de) verdade

Salve, amigos

um mês depois estamos de volta – não exatamente um mês depois justamente para não ser exatamente um mês depois, capisco? O PAU segue firme, como sempre…

Nas minhas andanças Brasil afora e adentro, adentro e afora, afora… Bom, vocês entenderam… Tenho observado em certo grupo (deixo para os espertos leitores a identificação) um novo must: passar uns dias em Buenos Aires e/ou fazer um mochilão pela América do Sul.

Este novo fetiche pode ser o sonho de encontrar um Che Guevara por aí (com charuto e outras cosas más) ou simplesmente arrotar de forma supostamente casual numa roda qualquer: estive viajando pelo exterior dia desses. Afinal, é experiência de vida…

 

 

Enquanto isso, acima da Linha do Equador

Rebola e chupa essa manga - tango é o caralho!

 

Sei. Pensando nisso,  tomei uma decisão:  o roteiro da minha próxima viagem – para além das fronteiras de Duque de Caxias ou da Barra da Tijuca – consistirá em um périplo por Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Pois sim, os integrantes do grupinho querem encher a boca para falar sobre nossos vizinhos de continente e dizer que conhecem a realidade d’além Brasil. Então, contem-me sobre a importância do soca; o simbolismo da nova bandeira do mais avançado posto europeu na América; ou sobre como vão as coisas em Sipaliwini.

Ah, vocês não sabem nada…

Abraço,

[Sicrano]

P.s.1: como sempre, clicando-se na imagenzinha, ganha-se uma lembrancinha…

P.s.2: Ibagens, eu quero ibagens, porra – na tela!

P.s.3: ah, popularidade e a malemolência do futebol…

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Gullar, 80 anos

Salve, amigos

para não deixar passar em acinzentadas nuvens a data, posto que ao longo da semana mostramos a competência jornalística do PAU, furando (os trocadilhos nunca são suficientes) a “grande mídia” e antecipando (em anos!) pautas – até porque, o PAU tá aí…

Enfim, sem mais delongas (mesmo tendo tamanho para isso), neste 10 de setembro de 2010 o grande poeta Ferreira Gullar, figura importantíssima da vida politico-cultural do país,  completa 80 anos. E, assim, reeditamos aqui post de 2009 com o próprio (no caso, ele) declamando um dos poemas (até então) inéditos – “Acidente na sala” – do livro que está lançando neste segundo semestre do ano: “Em alguma parte alguma”.

Abraços,

[Sicrano]

P.s.1: como bem deve ter notado o inteligente  leitor, aquele (este) post deveria ter sido o primeiro de uma séria. Fez que foi, mas não foi e acabou não fondo mesmo. De qualquer forma, para mostrar que para além de nossa preguiça há trabalho, quem quiser mais pitadas deste papo pode buscá-las aqui, nos trechos disponibilizados à época pelo Na Ponta dos Lápis.

P.s.2: procure no volume 2.

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No oceano internético

Salve, amigos

o caráter cumulativo da Internet faz com que muitas vezes só sejamos apresentados (neste caso, presenteados) com algo nela lançado tempos depois. Esta linha de pensamento é parte da minha tese “A internet é um oceano: tweets, mensagens de MSN, blogs e afins são garrafas jogadas ao mar”*.

Pois então, eis que nos chega trazida por límpidas ondas atlânticas Sara Sonaya. Não há muito o que acrescentar além de mostrar o brilho (sim, também estou falando do “efeito” de cores sobre a capa do disco!) da obra da artista. Uma história épica, que trata de amor, dor, violência, separação, alcoolismo e recuperação da auto-estima feminina. E um assunto atual como pano de fundo, a Lei Maria da Penha – não é, Dado? E tudo em apenas uma simples canção!

Ei-la:

Abraços,

[Sicrano]

P.s.1: os vídeos relacionados rivalizam…

*P.s.2: a quem interessar, um trecho da minha tese sobre este tema: “O filósofo francês Ricoeur, defende que a infinita diversidade da realidade única tem que apresentar uma homogenidade em relação aos extremos das condições epistemológicas e cognitivas exigidas. Por outro lado, a complexidade dos estudos efetuados não causa impacto indireto na reavaliação dos métodos utilizados na busca da verdade. Assim mesmo, a estrutura atual da ideação semântica exige a precisão e a definição das ciências discursivas. Como Sartre diria, o novo modelo estruturalista aqui preconizado auxilia a preparação e a composição das condições de suas incógnitas.

O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o acompanhamento do estágio pré-genital prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes das novas teorias propostas. A prática cotidiana prova que a consolidação das estruturas psico-lógicas assume importantes posições no estabelecimento das múltiplas direções do ponto de transcendência do sentido enunciativo. Nunca é demais lembrar o peso e o significado destes problemas, uma vez que o conceito de diáthesis e os princípios fundamentais de rhytmos e arrythmiston facilita a criação do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades lógico-estruturais.

Como Deleuze eloquentemente mostrou, o Dasein, tornado manifesto, obstaculiza a apreciação da importância dos paradigmas filosóficos. De acordo com as idéias de Deleuze, o desafiador cenário globalizado não oferece uma interessante oportunidade para verificação das considerações acima? Nada se pode dizer, pois sobre o que não se pode falar, deve-se calar. Se estivesse vivo, Foucault diria que o Übermensch de Nietzsche, ou seja, o Super-Homem, acarreta um processo de reformulação e modernização do processo de comunicação como um todo.”

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Tira o pé do chão, Fonte Nova!

Bem, amigos do Pau na Mesa,

Estamos de volta e em definitivo no Estádio Otávio Mangabeira…

Bom, na verdade não estamos em Salvador. Mesmo se estivéssemos, convém manter certa distância de uma implosão. Fato é que a velha Fonte Nova foi abaixo (depois de derrubar o Bahia e muita gente) na onda tsunâmica da Copa de 2014. O que pouca gente percebeu é que, além da piada pronta do atraso de 27 minutos, a sequência sincronizada de explosões guardou outra surpresa. Confira no replay

[Bigode]

Lembrete: descendo ao fim da página, tem um campo de “email subscription”. Basta se inscrever para receber no conforto da sua caixa de entrada as novidades do Pau. E o pior é que funciona.

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Ah, a política…

Salve, amigos

Pois é, novamente por aqui – e novamente breve. Começou a propaganda eleitoral gratuita e, como não poderia deixar de ser, já fomos brindados com clipes com os melhores momentos desta primeira semana do espetáculo da democracia.

Só queria destacar um dos dos brilhantes postulantes a uma vaga de parlamentar – na verdade, uma das: Suéllem Rocha. Sim, esta distinta cidadã ainda menos conhecida como “mulher pêra”, que já na foto de registro mostra o que tem a oferecer ao Brasil.

"É federal, é federal, vote na pêra que é legal"

Clique na imagem e veja quem está apoiando a distinta candidata. Política é coisa séria - tá, o cara não é inocente, gerou João Suplicy e Supla. Por outro lado, não só casou com a Marta Suplicy como foi traído/trocado por ela - e era um franco-argentino!...

Assim, visitem o site da fruta, ouçam o soco na face de criatividade que é o jingle de campanha, assistam outros vídeos mostrando apoios de peso, leiam sua apresentação. Em todo caso, questionei-me, ingenuamente: o que a credencia ao Congresso Nacional?

Sem mais.

Abraço,

[Sicrano]

P.s. 1: trilha sonora dessas eleições -“Pirez!

P.s.2: versão levemente ampliada de Mulher Pêra no Superpop. Delicado.

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Transição planetária

Salve, amigos.

Quase um mês sem passar por aqui, não é? Pois bem, é que eu estava, até agora, tentando entender isso aqui. São muitas informações, muitas camadas. Ah, tanto para destacar… Mas vejam vocês mesmo. Sem mais.

“Hã, que nem um carro na esquina”

“Eu fiquei sabendo…”

“Uma espécie de um implante plasmástico”

“Ele coordenavam, o pessoal daqui com os ‘extras’…”

“Elevando nosso nível vibracional”

“Que nem essa nave assim eu vi umas vinte da primeira vez, né? Achei demais, superlegal, e tal. Hoje em dia eu vou lá e vejo nave assim, pô, pra mim normal, né?”

Parei, vejam.

“Abriu um portal dimensional, manja?”

Tá bom, parei…

“Na escolinha do professor Xavier…”

Tá… (Só vou ver o restante depois de publicar, para não ter mais risco…)

Abraços

[Sicrano]

P.s.1: no final, é claro, você sai com aquela sensação… Viral! É viral!

P.s.2? Viral do que? Bem, não sei, mas isso importa?

P.s.3: “Párem

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O garçom sincero

Salve, amigos

Há figuras ao longo de nossas vidas que cuidam de nós como anjos, e esta constatação vai para além de quaisquer questões religiosas, o que vale é o conceito que ela contém. O garçom é uma delas. Não precisam ter poderes especiais, mas sim serem, apenas, perspicazes.

A dor de cabeça é por conta da casa

Na mesa, após algumas garrafas da cerveja predileta dos clientes, o garçom chega com notícia dramática. Contudo, transmite-a de maneira quase trivial ao ser requisitado a trazer mais 600 mililitros da bebida.

– Olha, infelizmente a (patrocinadores, insiram a marca de seu produto aqui) acabou…

Diante do impacto, os ocupantes da mesa se entreolham entre muxoxos. O garçom mantém-se presente.  E informa com aquele tom típico de quem está cansado de aturar o teor alcólico alheio e pensa estar despachando mais uma leva – no fundo, é tudo pelo nosso bem.

– Só tem a (patrocinadores, insiram a marca de seu concorrente aqui).

A expressão de lamento dos clientes é superada pela força da resignação que os bêbados carregam com orgulho diante de um objetivo superior: seguir bebendo. É uma questão de honra, afinal.

– Hã… Fazer o quê, então… Pode trazer.

O garçom vira-se de costas, lentamente, e solta.

– Ok, a dor de cabeça amanhã vai ser de vocês mesmos…

E ele voltou com a nova garrafa e novos copos, sugerindo um “é para apreciarem melhor o sabor”. Vieram ainda água nos pés e mais alguns brindes.

Abraços

[Sicrano]

P.s.1: como vocês sabem, amiguinhos, clicando na imagenzinha, levam uma lembrancinha…

P.s.2: súbita economia de links.

P.s.3: mas, claro, o post não poderia terminar sem esta pérola do cancioneiro nacional… Clique aqui (no caso era ali).

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Doce despedida de Paulo Moura

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

É difícil uma palavra resumir tão bem uma cena. Roda de choro, choro de tristeza, choro de alegria, da saudade inevitável e do dever cumprido. Na véspera da partida, a despedida. Acompanhado por Wagner Tiso, Vicente Alexin e Daniela Spielman, e com o ‘Doce de Coco’ de Jacob do Bandolim na clarineta, Paulo Moura encheu de som os últimos compassos da vida. E a vida, encheu da certeza de que a música é eterna.

Palmas ao mestre!

abraços chorões,

[Bigode]

PS: O vídeo foi gravado por Eduardo Escorel na Clínica São Vicente, um dia antes de Paulo Moura morrer. Vi n’O ESQUEMA

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